11 5575 7840 / 5575 0076

Trabalho noturno e a repercussão na saúde



Legislação

No Brasil, o trabalho noturno é regido pelas leis da Consolidação das Leis do Trabalho (art. 73 da CLT) e por Portarias do Ministério do Trabalho e Emprego.

Qualquer pessoa pode exercer o trabalho noturno, desde que maior de idade. Considera-se trabalho noturno aquele desenvolvido entre as 22h de um dia até as 5h do dia seguinte para os trabalhadores urbanos (vigias, porteiros, seguranças, motoristas de transporte público e trabalhadores de fábricas e indústrias). Nas atividades rurais (plantio e colheita), o período é definido pelo trabalho executado entre as 21h de um dia às 5h do dia seguinte.

No caso de um trabalhador pecuário, esta jornada compreende o horário das 20h às 4h do dia posterior.

Adicional noturno – é um acréscimo do salário de 20%. Só não tem direito a receber este valor extra quem trabalha em sistema de revezamento semanal ou quinzenal – profissionais, por exemplo, que trabalham à noite por uma semana, em sistema de plantão, alternando com trabalhos durante o dia.

 

No âmbito internacional, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a Convenção nº 171 disciplina o trabalho noturno: Saúde e trabalho noturno.

 

Trabalho noturno e aumento de peso

Quem trabalha à noite fica predisposto a engordar, porque sente mais fome. Isso porque, de acordo com um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça mais sinais de saciedade devido à queda do hormônio grelina (o hormônio da fome) e pelo aumento da substância xenina - são elas que geram a saciedade no organismo.

A grelina também reduz o gasto de energia, promove a retenção da gordura e aumenta a produção de glicose no corpo.

Pesquisas levadas a efeito pela Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp durante dois anos, constataram que no primeiro ano de trabalho noturno, 93% das pessoas pesquisadas engordaram em média 6,2 quilos. E continuaram engordando. A cada ano, houve um aumento de peso entre 800 gramas a 1,2 quilo ( a média para as pessoas que não trabalham à noite é de 500g por ano, para quem não pratica atividades físicas e nem têm uma alimentação saudável).

 

Trabalho noturno e as doenças crônicas

Os especialistas afirmam que a relação entre a falta de sono e as doenças como diabetes e hipertensão está cada vez mais comprovada pela ciência.

As pesquisas  revelam  que dormir pouco ou dormir mal enfraquece o sistema imunológico e altera a produção de hormônios como a insulina. Além disso, os trabalhadores noturnos acabam se alimentando de forma errada, passam a comer alimentos mais calóricos e a fazer as refeições fora de hora. Tais hábitos promovem um maior cansaço, reduzindo a prática de atividades físicas e aumentando o tempo de sedentarismo.

Estudos recentes dão conta de que a relação entre a falta de sono e as doenças como diabetes, hipertensão, cânceres de mama está cada vez mais comprovada pela ciência.

 

Koshiro Otani

Médico do trabalho

 




Sobre Nós


Liderados pelo Dr. Koshiro Otani, médico referência nacional em Medicina do Trabalho, nossa equipe conta com profissionais experientes como Técnicos de segurança, Peritos Judiciais do Trabalho, engenheiros de segurança, médicos,enfermeiros e fisioterapeutas especialistas em Saúde e Segurança do Trabalho.

Postagens Recentes


» As novas doenças do mundo digital
 
» O que fazer em caso de acidente: veículo e cabo energizado
 
» Análise Ergonômica do Trabalho e eSocial
 
» Trabalho noturno e a repercussão na saúde
 

Tags Populares



CIPA  NR-32  Laudo ergonômico  eSocial  Médico do trabalho  Sipat  PPP  PCMSO  PPRA  NR-35  Segurança do trabalho 

© 2017 Copyright - Todos os direitos reservados.

By Hiro Comunicação

Home Artigos